sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Check Points

1 . O que acha de começar o ano com um percurso de orientação? Não perca essa oportunidade de treino no dia 22 no Parque dos Papagaios, em Uberlândia/MG. Se ainda não fez a sua inscrição faça já no site www.cotrim.org.br, FALTAM APENAS 4 DIAS PARA O TERMINO DAS INSCRIÇÕES.
O percurso de 22 Jan 11 será estilo confraternização:
- Clínica para os novatos
- Aquecimento
- "Corridinha"- Fazenda de orientação
- Percurso propriamente dito
Na chegada haverá água e frutas.


2. Não percam o prazo para a primeira data de inscrição com desconto para a I Etapa do CamBOr 2012: 25 de janeiro!
A etapa será em Guaraniaçu/PR, com organização de primeira linha do COBRA, da cidade de Cascavel.


3. O COFORT, de Fortaleza/CE, estará organizando seu primeiro treino no próximo domingo, dia 15 de janeiro. O evento será às 08 horas, no campo de futebol do Parque do Cocó. Contatos e-mail:  wladi.cofort@gmail.com.br ou su.cofort@gmail.com.br, Telefone: (85) 86037393 – 96067790 (Wladi)  -  (85) 97476388 (Suelen). O custo será de R$ 10,00.


4. É interessante incentivar a participação dos diretores dos clubes no Congresso Brasileiro de Orientação, entre os dias 26 e 29 deste mês. Os dois primeiros dias são reservados ao Curso de Introdução à Gestão, onde será passado maiores conhecimentos sobre como organizar as finanças dos clubes e como montar projetos visando a captação de recursos. Alguns clubes brasileiros já estão bem adiantados a este respeito, porém sabemos que ainda temos muito a melhorar, de modo a obter patrocínios, tanto da iniciativa privada como de incentivos dos governos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Premiação do Campeonato de Orientação da Paraíba - 2011


     A Federação de Orientação da Paraíba divulgou a lista dos atletas a serem premiados como campeões do Campeonato de Orientação da Paraíba – 2011. O evento será um jantar comemorativo no dia 14 de Janeiro de 2012.
     Parabéns aos atletas que alcançaram o mérito nessa competição!

RELAÇÃO DOS ATLETAS PREMIADOS

D12N - GIOVANA MARIA DA C. NEVES - COMAR GATE  - Troféu 1 lugar
D16N - CAROLINE ARRUDA BATISTA -  K2 -  Troféu 1 lugar
D21B
MICKELLA DE FARIAS SILVA – AUTO ESPORTE – Troféu 1 lugar
FABIANA BRAZ CARDOSO CANCELA – RUMOS E ROTAS – Medalha 2 lugar
JULIANA BANDEIRA MORAIS – NEBLINA – Medalha 3 lugar
D21E
SUENIA MILIANO DA CRUZ – CORELE – Troféu 1 lugar
SUÊNIA CIBELLE COSTA DE OLIVEIRA – NEBLINA – Medalha 2 lugar
D21N
LETÍCA ALVES DOS SANTOS – AUTO ESPORTE – Troféu 1 lugar
ISABELA BARBOSA PEREIRA – AUTO ESPORTE – Troféu 2 lugar
MARIAMA DA COSTA IRELAND – LIMITE EXTREMO – Troféu 3 lugar
JOSELINE GAMPERT – RUMOS E ROTAS – Medalha 4 lugar
WILANE WANI DE SOUZA – COYOTE – Medalha 5 lugar
D35A - ANDREA BRAGA - PASSOCA - Troféu 1 lugar
D35B
MARCIA DA SILVA FREITAS – COP- Troféu 1 lugar
MARIA APARECIDA SOUSA LIMA – K2-  Medalha 2 lugar
D35N
JULIANA MACIEL – LIMITE EXTREMO – Troféu 1 lugar
DEBORA CRISTINA DA SILVA LIRA – NEBLINA – Medalha 2 lugar
AMALIA VIANA – CORELE – Medalha 3 lugar
D50B - DÉA GUERREIRO CAJÚ -  AUTO ESPORTE  - Troféu 1 lugar
D50N
LIA CAJÚ SOUTO MAIOR DE OLIVEIRA – AUTO ESPORTE – Troféu 1 lugar
SELMA MARIA BANDEIRA DA SILVA – NEBLINA- Medalha 2 lugar
H10N
ARTHUR SENA E SILVA – NEBLINA – Troféu 1 lugar
YANN NICHOLAS GOMES NOBREGA- NEBLINA – Medalha 2 lugar
MATEUS BRETAS – CORELE – Medalha 3 lugar
H12N
PEDRO FELDMANN – RUMOS E ROTAS – Troféu 1 lugar
YAN FERREIRA FERNANDES - NEBLINA – Medalha 2 lugar
GLÊNIO MONTEIRO CARVALHO – NEBLINA – Medalha 3 lugar
H16B
DANRLEY HENRIQUE TENORIO – COP – Troféu 1 lugar
BRUNO SBRUZZI – RUMOS E ROTAS – Medalha 2 lugar
H16N
RIGEL SILVA DE SOUZA SALES – K2 – Troféu 1 lugar
TÚLIO HENRIQUE LOPES CABRAL – K2 – Medalha 2 lugar
DIAGO CORREIA DE OLIVEIRA – NEBLINA – Medalha 3 lugar
H20N
MÁRCIO ALEXANDRE GOMES JÚNIOR – AUTO ESPORTE – Troféu 1 lugar
IDEVALDO VERAS BARRETO NETO – AUTO ESPORTE – Troféu 2 lugar
MARCOS VALÉRIO DA S. SEGUNDO – AUTO ESPORTE – Troféu 3 lugar
H21A
JONATHAS NASCIMENTO DE SOUZA – COP – Troféu 1 lugar
CARLOS ALBERTO PINTO DE SOUZA – RUMOS E ROTAS- Troféu 2 lugar
RODRIGO CAMARA GALVÃO – COP – Troféu 3 lugar
ERONILDO MENDES FILHO – COMAR GATE – Medalha 4 lugar
MARCOS ANTÔNIO FERREIRA SILVA – CORELE – Medalha 5 lugar
H21B
HÉD GUERREIRO CAJÚ – AUTO ESPORTE – Troféu 1 lugar
RONALDO RODRIGUES DA CRUZ – COP – Troféu 2 lugar
RICELER WASKE DOS SANTOS – AUTO ESPORTE – Troféu 3 lugar
JOAO MARQUES DO NASCIMENTO – COP – Medalha 4 lugar
DANIEL DOS SANTOS – NEBLINA – Medalha 5 lugar
H21E
RILDO MACHADO FERREIRA – RUMOS E ROTAS – Troféu 1 lugar
JOEL PERIN – X – Troféu 2 lugar
JOCERLI KLOSE GAMPERT – RUMOS E ROTAS – Troféu 3 lugar
ÍTALO CÉSAR BEZERRA DUARTE – NEBLINA – Medalha 4 lugar
ROGERIO OLIVEIRA DA SILVA – CORELE – Medalha 5 lugar
H21N/1
JOSÉ MARCOS MENDES ARAGÃO – CORELE – Troféu 1 lugar
CELIO ROBERTO FREIRE DE MIRANDA – CORELE – Troféu 2 lugar
WEKIS BRADLEY SOARES DA SILVA – RUMOS E ROTAS – Troféu 3 lugar
LUIS GUSTAVO COSTA FERNANDES – AUTO ESPORTE – Medalha 4 lugar
LEVI DO NASCIMENTO JUNIOR – COP – Medalha 5 lugar
H21N/2
JOCÉLIO CLAÚDIO CAVALCANTI – COTROB – Troféu 1 lugar
THIAGO DINIZ TOMÉ DE LIMA – NEBLINA – Troféu 2 lugar
JOÃO PEDRO MAZZARO – LIMITE EXTREMO – Troféu 3 lugar
ADENILSON JÚNIOR – LIMITE EXTREMO – Medalha 4 lugar
MATEUS ALMEIDA – LIMITE EXTREMO – Medalha 5 lugar
H35A
JOACIL CARLOS VIANA BEZERRA – CORELE – Troféu 1 lugar
EUDES FRANKLIN SILVESTRE – COP – Troféu 2 lugar
ALVARO JOSÉ MOREIRA IGLESSIAS – RUMOS E ROTAS – Troféu 3 lugar
RICARDO MELO – CORELE – Medalha 4 lugar
ALBERTO FELIPE DO NASCIMENTO – CORELE – Medalha 5 lugar
H35B
ELDANIO WAGNER LEITE SOTER – CORELE – Troféu 1 lugar
AGNES PAULI PONTES DE AQUINO - NEBLINA – Troféu 2 lugar
EDSON CARNEIRO M. JÚNIOR – BORB. AZIMUTE – Troféu 3 lugar
ALEXANDRE NASCIMENTO SILVA – NEBLINA – Medalha 4 lugar
ÉMERSON ALMEIDA FERNANDES  - NEBLINA – Medalha 5 lugar
H35N
CHARLES EVERSON DE NOBREGA – NEBLINA – Troféu 1 lugar
SEVERINO ACCTOLY DE SOUSA – NEBLINA – Troféu 2 lugar
THIAGO ALEXANDRE NEVES – LIMITE EXTREMO – Troféu 3 lugar
LUIZ HENRIQUE GONÇALVES – CORELE – Medalha 4 lugar
MARCOS PAULO MOREIRA – CORELE – Medalha 5 lugar
H40A
JOVANI BATISTA SBRUZZI – RUMOS E ROTAS – Troféu 1 lugar
WALDSON ESTRELA CORREIA LIMA – CORELE – Troféu 2 lugar
PAULO MARCELO OLIVEIRA – COFORT – Troféu 3 lugar
WALTER VERMEHREN VALENZUELA – NAÇÃO ECOLÓGICA – Medalha 4 lugar
HILÁRIO LEOPOLDO JUNGES – RUMOS E ROTAS – Medalha 5 lugar
H40B
FABBIO AUGUSTO MAELLI – COYOTE – Troféu 1 lugar
DANIEL SOARES MONTEIRO – ARUANÃ – Medalha 2 lugar
H40N
MÁRCIO VALÉRIO LINS – AUTO ESPORTE – Troféu 1 lugar
LUIZ DE OLIVEIRA - CORELE – Medalha 2 lugar
MAURICIO DELLAVELO MACEDO – CORELE – Medalha 3 lugar
H45B - TELMO SANTOS - PASSOCA - Troféu 1 lugar
H50B
FRANCISCO ROGÉRIO RODRIGUES – CORELE – Troféu 1 lugar
CELSO DE ARAUJO – K2 – Medalha 2 lugar
ROBERTO ALVES DE SENA – NEBLINA – Medalha 3 lugar
H50N - ABDALLAH SALOMÃO ARCOVERDE - AUTO ESPORTE - Troféu 1 lugar
DUPLA C
EDUARDO RANGEL E HELENA LEOPOLDINA – ARUANÃ – Troféu 1 lugar
ADRIANO MACIEL E ANDREW MACIEL – LIMITE EXTREMO – Troféu 2 lugar
MÁRIO DUTRA E MARIA LETÍCIA DA VEIGA – X – Troféu 3 lugar
ITAMAR FELDMANN E  LUCAS FELDMANN – RUMOS E ROTAS – Medalha 4 lugar
SIDNEI TEIXIERA e VINICIUS BARBOSA – CORELE – Medalha 5 lugar
DUPLA H
YURI GONZAGA E DANIEL VITOR – K2 – Troféu 1 lugar
VITOR MENEZES E RENATO RIVA – NEBLINA – Troféu 2 lugar
DIOGO FERNANDES E  SEVERINO RAMOS – NAÇÃO ECOLÓGICA – Troféu 3 lugar
CAIO FURTADO LIMA e HENRIQUE CÉSAR – NEBLINA – Medalha 4 lugar
RENÉ ALVAREZ E WILSON LEITÃO – CORELE – Medalha 5 lugar
DUPLA M
JOSE LIMA JUNIOR E LIDIANE DIAS – NAÇÃO ECOLÓGICA – Troféu 1 lugar
CHRISTIANO MENDES E RENATA SOARES – NAÇÃO ECOLÓGICA – Troféu 2 lugar
THIAGO SIQUEIRA E JULIANA ALVES – NEBLINA – Troféu 3 lugar
THIAGO BEZERRA E TÁSSIA PEREIRA – AUTO ESPORTE – Medalha 4 lugar
ALISSON RICARDO e ALINE MOREIRA – CBMPB – Medalha 5 lugar

Mais informações em: 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Entrevista com Letícia Saltori no Blog Orientovar

    Uma das mais novas revelações no esporte dos últimos anos, a atleta paranaense Letícia Saltori é a entrevistada do mês no Espaço Brasil, do Blog Orientovar. Praticante de atletismo, ela começou a correr orientação há pouco tempo, tendo obtido resultados bons rapidamente, culminando com o vice-campeonato no Sul Americano de 2011.


LETICIA SALTORI: "SOU CAMPEÃ TODOS OS MEUS DIAS"




Do quase anonimato, Leticia Saltori saltou de súbito para a ribalta da Orientação brasileira ao sagrar-se vice-campeã sul-americana de Orientação 2011, apenas batida pela sueca Lena Eliasson. O "Espaço Brasil" não poderia abrir da melhor forma o ano de 2012, dando a conhecer a atleta e a pessoa.


Orientovar – A primeira questão é sempre a mais fácil, ou talvez não: Quem é Letícia Saltori?


Leticia Saltori – Chamo-me Leticia da Silva Saltori, nasci no dia 28 de Dezembro de 1987 em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba e sou Atleta e Estudante. Sou a filha do meio e tenho mais dois irmãos. Quando era pequena vivíamos no meio rural e sempre gostei de ir à escola. Muitas vezes ia sozinha e ficava apavorada, pois tinha de atravessar uma grande área de vegetação densa. Aos 17 anos saí de casa e resolvi trabalhar na cidade de Curitiba. Acreditava que lá poderia mudar a minha vida, mas a verdade é que não era fácil arranjar um emprego visto que toda a minha vida se resumia a estudar, capinar e cortar lenha. Mesmo assim engoli o choro e fui à luta. Até que neste percurso conheci o meu noivo e permanecemos juntos até hoje.

Orientovar - Em 2006 fazia provas de estrada “por brincadeira”, em 2009 conquistava o “Troféu Brasil de Atletismo” e no final de 2010 participava no Desafio Nike 600k, a maior corrida de Estafetas das Américas. Já se nasce atleta ou há muito trabalho aqui pelo meio?

Leticia Saltori – O meu primeiro e breve contacto com uma prova de corrida ocorreu no ensino fundamental, onde um professor de Educação Física acabou por me escolher para participar numa corrida de 4 km a nível regional. Hoje acredito que esta escolha aconteceu porque eu era muito ativa, participava em tudo e corria muito quando jogava Futebol. A verdade é que passou-se um longo período sem ouvir falar de novo na corrida até que, em 2006, as coisas passaram a ter outro sentido. Nessa altura conheci o meu noivo que, além de ser professor de Educação Física, adorava correr desde muito pequeno. Nesse ano corri todos os fins-de-semana, mesmo sem treino, só para o acompanhar. Até que, em 2007, resolvemos levar a corrida mais a serio, comecei a treinar diariamente visando melhorar a minha performance e a evolução nos meus resultados não se fez esperar. Em 2009 alcancei a melhor marca do Troféu Brasil de Atletismo - RJ e Tribuna em Santos, com um registo de 37:21 aos 10 km. Nesse ano fui convidada para treinar em São Paulo, num clube de atletas profissionais, “Pinheiros”, onde permaneci durante oito meses. Regressei a Curitiba em 2010 e em Outubro, durante um Curso de Orientação, tive o primeiro contacto com este desporto.


O resultado do Sul-Americano foi uma total surpresa

Orientovar - Ao passarmos os olhos pelo seu blogue - http://leticiasaltori.blogspot.com/ - percebemos que teve entretanto contacto com as provas de Montanha e até já correu (pelo menos) uma Maratona. Não se consegue é perceber como é que surge a Orientação no meio disto tudo?

Leticia Saltori – Bom, eu fui criada no meio rural. De facto adoro provas em trilhos, terreno montanhoso e, sem dúvida, adoro as longas distâncias. A Orientação surgiu de forma natural, visto que sempre procurei ir além dos meus limites. Na verdade, sentia-me frustrada e queria mais. Sabia que, correndo 37 minutos, não seria suficiente para ser uma futura Campeã Mundial. Comecei então a alimentar a ideia de ingressar no Exército e fazer Pentatlo Militar. Treinei alguns dias com um amigo que praticava esta modalidade, na expectativa de que iria surgir alguma prova de seleção que me possibilitasse ingressar. Até que conheci o Major Jader, pessoa muito envolvida na parte técnica da equipe do Brasil de Orientação, e foi então que ele percebeu em mim as características ideais para ser orientista. Mas a parte engraçada é que eu não tinha a menor noção do que isto poderia significar. Aceitei a proposta de ser treinada por ele, iniciámos um curso, fiz vários tipos de treino e ao todo posso dizer que treinámos cinco meses, aproximadamente. Eu mantinha a esperança de entrar no Exército, treinar e tentar integrar a equipe do Brasil de Orientação, mas infelizmente não houve essa possibilidade. Mas continuo em busca deste sonho.

Orientovar - Se há uns dias atrás alguém me perguntasse se conhecia Letícia Saltori, confesso que responderia com um “não” convicto. A verdade é que hoje a Letícia é Vice-Campeã Sul-Americana de Orientação, apenas batida na competição pela nº 6 do ranking mundial, a sueca Lena Eliasson. Este lugar estava nas suas expectativas ou foi uma total surpresa?

Leticia Saltori – Devo confessar que o resultado do Sul-Americano foi uma total surpresa, sem sombra de dúvida. Nos últimos sete meses, aproximadamente, não tinha tido qualquer contacto com a Orientação, isto porque o Major Jader estava cheio de trabalho no Quartel. Além do mais, poucas semanas antes desta competição fiquei a saber que saiu um novo edital de convocação para Sargento temporário para 2012, mas não havia vagas para atletas da Orientação. Realmente desanimei e cheguei mesmo a pensar em desistir de viajar até Santana do Livramento. Mas algo cá dentro me dizia que valeria a pena não desistir e então decidi ir. Foi muito emocionante subir ao pódio neste contexto e face às circunstâncias.


A Orientação complementa a corrida e vice-versa

Orientovar - Que espaço ocupa a Orientação nos seus interesses?

Leticia Saltori - Hoje posso dizer que sou apaixonada pela Orientação e ela ocupa o lugar mais alto dentre as minhas futuras realizações. Realmente ainda não descobri o porquê de tantos atletas de corrida tentaram fazer Orientação e não conseguirem um forte destaque. Poderia dizer que é algo que já está na própria pessoa, mas acho que esta seria uma ideia sem grande fundamento. Creio que um bom atleta de qualquer modalidade só alcança os seus objetivos quando vai em busca de melhores resultados com treino, com muita persistência. Jamais se deve desistir dum sonho e com toda certeza não podemos deixar-nos acomodar e achar que está tudo bem.

Orientovar - Em Portugal – como em todo o lado, presumo - seria natural pensar que a Orientação e o Atletismo são duas modalidades intimamente ligadas e que teríamos muita gente da área do Atletismo a praticar Orientação e a ser bem sucedida. Mas isso não acontece. É muito mais frequente ver pessoas da área da Orientação a conseguir excelentes resultados no Atletismo, nomeadamente nas provas de cross, trail running ou montanha, do que o contrário, como acontece consigo, por exemplo. Porquê? O que diria a alguém que, sendo da área do Atletismo, vem experimentar a Orientação pela primeira vez?

Leticia Saltori - O que diria a alguém que faz Atletismo e nunca ouviu falar de Orientação? Diria que experimentasse e se filiasse em algum clube para conhecer mais de perto a modalidade, pois acho que a Orientação complementa a corrida e vice-versa. Além de que não gera frustração para aqueles que têm um ritmo não tão forte de corrida, como eu por exemplo, até porque este meio visa a amizade, o bem-estar e o contacto direto com a natureza. E para os que buscam os bons resultados também aconselho a Orientação, até porque precisamos de difundir este desporto e o nível brasileiro.


Quero estar entre os melhores

Orientovar - Vamos continuar a vê-la mais virada para o Atletismo ou os seus interesses estão agora centrados na Orientação? Quais os objectivos para a próxima temporada?

Leticia Saltori - Considero-me uma pessoa em constante transformação, sou campeã todos os meus dias. Agarro-me a todas as dificuldades por que passei e acho que é por isso que gosto de provas com dificuldade. É como aquela velha frase: A vida pode escolher o momento de te derrubar, mas somos nós que decidimos quando nos levantamos. Então vamos à luta!!! Quanto aos objetivos para a próxima temporada, passam por melhorar a minha performance na Orientação, aprofundando os treinos futuros, pois tenho a certeza de que tenho muito a aprender. Quero estar entre os melhores, visando a melhoria do nível feminino. Mas vou continuar treinando corrida, pois além de ser um grande vício, ela faz parte do treino de um atleta de alto nível de Orientação.

Orientovar – Sente-se nas suas palavras um grande amor à vida e percebe-se que a Orientação tem muito a ver com isso. É ou não verdade?

Leticia Saltori – Sim, é verdade. Hoje posso dizer que me superei como pessoa, saí da “caverna”, conheci o mundo através da corrida e conquistei um grande sonho que era o de cursar uma Faculdade. Graças a Deus ganhei uma bolsa de estudos. Acho que a família é a coisa mais importante que uma pessoa pode ter e o bom é que eu descobri isto a tempo: Voltei uma tarde para casa, olhei nos olhos do meu pai e o abracei com tanto amor e saudade... Já na Orientação pude relembrar os meus tempos de criança, quando correr na mata era por medo, sobrevivência, defesa e instinto. Vejo que superei as minhas barreiras ao reencontrar-me como uma Vice-Campeã Sul- Americana. Então vi que já estava tudo ali dentro de mim, simplesmente eu não sabia.


É um imenso prazer fazer parte deste maravilhoso mundo da Orientação

Orientovar - Agora que um novo ano acaba de chegar, pedia-lhe um voto para todos os desportistas em geral.

Leticia Saltori - É difícil falar qualquer coisa a respeito do ser humano, mas ao longo da minha vida pude entender o quanto complicamos a vida e brigamos por coisas banais. Perdemos tanto tempo com coisas desnecessárias e fico pasmada ao ver quanto egoísmo, inveja e ódio vai por aí. Digo aos que muitas vezes passam por estes sentimentos: Livrem-se disso e libertem-se, pois eles podem habitar para sempre o nosso lado interior. Por isso vivam, compartilhem, amem e principalmente sonhem com a vida, pois só os sonhos podem fomentar uma grande realização. Quero em especial agradecer a todos os que torcem e torceram de coração por mim (são sem duvida poucas pessoas). Quero agradecer também aos que, de maneira estranha, preferem afastar-se, e dizer-lhes que podem vir conversar, estarei de braços abertos e sem sombra de dúvida quero trocar experiências. E aos que não me conheciam quero dizer que é um imenso prazer fazer parte deste maravilhoso mundo da Orientação. Desejo a todos os desportistas um excelente 2012, cheio de planeamentos e realizações.





[Fotos gentilmente cedidas por Leticia Saltori]

sábado, 7 de janeiro de 2012

1º Congresso Brasileiro de Orientação

    


     No período de 26 a 29 de janeiro de 2012 a CBO realizará em Santa Maria - RS o primeiro Congresso Brasileiro de Orientação, com as seguintes atividades:


1. Curso de Introdução a Gestão
 Local: Centro de Educação Física e Desporto da UFSM, sala 1059.
 Inscrição: até o dia 25 de janeiro de 2012 pelo e-mail: assistentecbo@uol.com.br ou cbo_bra@uol.com.br
 Objetivo: Além de abordar a organização e sustentabilidade econômica dos clubes o principal objetivo do curso é capacitar o aluno para montar um bom projeto.
 Considerações:
• O Esporte Orientação tem crescido muito e seus benefícios são notados em vários segmentos da sociedade, sendo a palavra “orientação” mais encontrada nos sites de busca na internet com o sentido de esporte;
Somos capazes de nos valer disso e fazer bons projetos?
• A sociedade nos impõe padrões e quem está fora do padrão provavelmente não chamará atenção para seus projetos.
Um dos tantos exemplos para nossa reflexão é o show pirotécnico do Réveillon da Praia de Copacabana de 31 de dezembro de 2011, que teve como tema a "sustentabilidade", divulgado na TV.
Sobre este tema polêmico mais 2 milhões de pessoas assistiram a queima de 24 toneladas de fogos de artifício (22 mil bombas, de 4 a 12 polegadas). Foram 16 minutos e 32 segundos de show e um rastro de poluição sonora, emissão de CO2 etc.
Para se adequar ao tema e vender a sustentabilidade recorre-se até ao uso de nitrato de bário, que dará coloração verde, mesmo sendo altamente poluente.
Com certeza os objetivos não são ecológicos, mas negócio que envolve milhões de pessoas e se justifica porque está dentro do padrão exigido pela sociedade: A sustentabilidade.
Se nós não formos capazes de justificar nos projetos o show pirotécnico será ambientalmente sustentável e um evento de Orientação não.


Quadro de atividades do curso: 


2. Assembléias Gerais
 Local: Plenarinho da Câmara Municipal de Vereadores de Santa Maria, sito à Rua Vale Machado, 1415, centro, Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul.
 Propostas para pauta: encaminhar até o dia 25 de janeiro de 2012 pelo e-mail: assistentecbo@uol.com.br oucbo_bra@uol.com.br
 Deliberações: Estudo e aprovação das ações da política nacional para o desenvolvimento do nosso esporte, aprovação de regulamentos e obrigações estatutárias.
OBS: Já temos propostas tais como alteração da Regra 1 das Regras Gerais e Orientação Pedestre.


Mais informações em:  www.cbo.org.br

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Impressões sobre o Brasil - Lena Eliasson e David Andersson

Os atletas suecos Lena Eliasson e David Andersson participaram do Campeonato Sul Americano de Orientação, ocorrido em Santana do Livramento em dezembro e publicaram em seu blog suas impressões acerca do desenvolvimento do esporte no Brasil.
O texto é importante, pois nos traz a opinião de atletas que estão entre os melhores do mundo, seus elogios e críticas que ajudam a melhorar a organização de nossas competições.
Joaquim Margarido, do Blog Orientovar fez a tradução e comentários ao texto, que nos permitimos publicar no Brazil O-Life.

LENA ELIASSON E DAVID ANDERSSON: "NÓS, ATLETAS DE ELITE, SOMOS EMBAIXADORES DA ORIENTAÇÃO"

Para quem vive num pequeno país como a Suécia, uma viajem ao Brasil e a visita a essa gigantesca metrópole chamada Rio de Janeiro pode constituir uma enorme aventura. Que o digam Lena Eliasson e David Andersson, atletas de topo da Orientação mundial e estrelas maiores do último Campeonato Sul-Americano de Orientação. Este é o início dum percurso interior, ao encontro duma realidade com as suas próprias especificidades, num exercício de partilha a todos os títulos louvável e que tem na Orientação brasileira um destinatário concreto.

“Evidentemente, interrogávamo-nos como seria possível praticar Orientação numa cidade desmesuradamente grande como é o caso do Rio de Janeiro.” É com estas palavras que Lena Eliasson e David Andersson dão o pontapé de saída numa série de reflexões que devem ser entendidas, acima de tudo, como uma visão construtiva da realidade da Orientação brasileira no momento presente. Com efeito esta interrogação constituiu uma das razões que levaram o casal a rumar ao Brasil, sobretudo pelo interesse em perceber a evolução que o nosso desporto está a ter no mundo inteiro. Lena e David vão, inclusive, mais longe: “Nós, atletas de elite, somos embaixadores da Orientação e é importante tomar conhecimento daquilo que está a acontecer nas múltiplas vertentes da modalidade, até para estarmos preparados para tomar uma posição abalizada sobre uma série de questões que se levantam actualmente, nomeadamente no tocante às alterações propostas pela Federação Internacional de Orientação relativas ao programa dos futuros Campeonatos do Mundo e outras.”

A estadia dos atletas prolongou-se por duas semanas e teve em Ronaldo André Castelo dos Santos de Almeida e na sua esposa, Thaiane Cavalcanti Couto, anfitriões “duma amabilidade e duma hospitalidade inexcedíveis”. Para tentar perceber como é “ser orientista no Brasil” e ver o quão interessante pode ser o quotidiano de outros clubes, Lena Eliasson e David Andersson tiveram de guardar as devidas distâncias relativamente àquilo que é a sua própria realidade. Paralelamente ao contacto que foram tendo com o quotidiano dos brasileiros, os dois atletas tiveram também a possibilidade de conhecer um pouco mais de perto a vida duma unidade naval e dum clube de Orientação brasileiro, o Elite CO.

O grande avanço da Orientação nesta região do globo tem a ver com a excelente qualidade dos mapas

Depois de terem participado nalguns treinos e também no Campeonato Sul-Americano de Orientação, em Santana do Livramento, Lena Eliasson e David Andersson são peremptórios: “O grande avanço da Orientação nesta região do globo tem a ver com a excelente qualidade dos mapas, desenhados de acordo com os princípios a que estamos habituados na Europa. E dizemos isto porque os atletas que usualmente utilizam este tipo de mapas estarão preparados para correr na Europa em competições ao mais alto nível.” E acrescentam: “As normas-padrão (ISOM/ISSOM) são respeitadas escrupulosamente e isto acaba por ser igualmente importante na selecção dos terrenos que podem ou não ser interessantes para a produção de bons mapas.”

Para conseguirem captar a atenção da elite internacional e terem mais atletas europeus nas suas competições, Lena Eliasson e David Andersson consideram ser de primordial importância “que os brasileiros sejam capazes de garantir que os mapas e os terrenos possuam qualidade e que as provas sejam justas.” E concretizam: “Um atleta de topo internacional viaja imenso ao longo do ano e, por conseguinte, é importante que ele sinta que as suas expectativas não sairão defraudadas. Certamente é óptimo enfrentar novos desafios, tomar contacto com terrenos diferentes, mas a velocidade com que se completa uma prova é fundamental. Este facto é particularmente importante para aqueles que se estão a iniciar na modalidade e, com mais áreas “brancas” no mapa, teremos certamente mais gente interessada em conhecer e iniciar-se na modalidade.” Mais ainda, se os brasileiros estão realmente interessados em atrair atletas para competir neste País, devem, no entender dos jovens atletas suecos, “ser capazes de mostrar fotos atrativas e excertos de mapas das áreas onde se desenrolarão as provas, especialmente no caso de atletas mais idosos”. Eis uma excelente dica a pensar já nos Campeonatos do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre WMOC 2014.

Melhor os homens que as mulheres

Outra constatação importante prende-se com as performances dos próprios atletas. Assim, o casal é de opinião que “se os atletas brasileiros (e sul-americanos) pretendem progredir e competir ao melhor nível, precisam de ser capazes de manter um elevado ritmo de corrida durante as provas. Na Europa conseguimos ter competições com uma velocidade média de 5-7 km/h e aquilo que pudemos observar não tem nada a ver com isto, sobretudo na maioria das áreas verdes cartografadas.” Evidentemente, muito do treino de velocidade pode ser feito fora da floresta, mas para se ser capaz de ler um mapa a uma grande velocidade é necessário praticar também Orientação a grande velocidade. Daí que a conclusão que retiram é a de que “no actual estado de coisas, provavelmente apenas na vertente de Sprint os atletas brasileiros conseguem este tipo de desempenho.”

Paralelamente, Lena Eliasson e David Andersson não regateiam elogios aos atletas que puderam observar: “A qualidade dos melhores orientistas brasileiros é realmente boa no tipo de terrenos que pudemos ver aqui no Brasil. E é melhor nos homens que nas mulheres! Se a Elite mundial competisse aqui, os orientistas brasileiros alcançariam provavelmente resultados ainda melhores (top 10, pelo menos).” Mas há um senão: “É difícil conseguir os mesmos resultados na Europa sem uma boa prática e de forma regular. Uma vez mais, o padrão dos mapas e a qualidade dos cartógrafos são aspectos importantes, sendo fundamental estar atento no momento de escolher quais as melhores áreas para cartografar.”

Trabalho de excelência

“Tendo em conta a enorme juventude da Orientação brasileira, é verdadeiramente impressionante ver a excelência do trabalho que está a ser feito.” Esta afirmação de satisfação é complementada com a constatação dum facto: “Durante as competições, vê-se realmente que toda a gente se sente satisfeita por ser orientista e as longas horas de viagem percorridas para que possam estar ali é disso a prova provada!” Reconhecendo que “a Confederação Brasileira de Orientação e também os militares e os clubes se encontram apostados em atrair orientistas europeus para campos de treinos e provas no Brasil”, Lena Eliasson e David Andersson não deixam de vincar que um dos aspectos que devem ser particularmente cuidados prende-se com as informações nas páginas dos eventos e de como chegar, nomeadamente através da proposta de planos de viagem. “Desta forma, as pessoas irão sentir que é mais fácil conseguirem desenhar os seus próprios programas para poderem estar presentes”, concluem.

Se os materiais de base e os procedimentos relativos às partidas e chegadas funcionam na perfeição, já a questão das “informações prévias e a divulgação atempada de listas de partida” parecem ser aspectos a melhorar. Lena Eliasson e David Andersson apreciaram igualmente as excelentes Arenas, mas deixam um reparo relativamente ao facto de existirem pontos de controlo na própria Arena e pessoas a cruzarem-se em todos os sentidos. Na sua opinião, mesmo não sendo este um problema maior, “um dos princípios básicos prende-se com a necessidade de não revelar pontos de controlo ou parte dos trajectos aos atletas antes da sua partida. Isto tem a ver com questões de justiça e, em especial nas provas de Sprint, é bom que haja áreas muito bem definidas para o aquecimento, garantindo que essas mesmas áreas se situam fora do mapa das provas.” E rematam: “É muito bonito termos pontos de controlo nas proximidades das Arenas, podermos assistir à passagem dos atletas a partir do chamado ponto de espectadores, mas esses pontos devem estar nas áreas limite das Arenas e não no seu interior.”

Com um bom mapa é sempre possível de alguma forma dificultar as coisas

Passando a uma análise daquilo que foram as provas do Campeonato Sul-Americano de Orientação 2011 – onde Lena Eliasson fez o pleno de vitórias -, a actual nº 6 do ranking mundial considera ter sido “um bom exercício para mim, um excelente teste às minhas rotinas e uma bela pausa com uma Orientação técnica no meu período de Inverno!” Quanto às primeiras observações, vão para o Sprint. Assim, na montagem duma prova deste género, os dois atletas são de opinião que “deve ter-se em linha de conta a velocidade da prova acima de tudo e não a ideia de andar a esconder os pontos.” Fala quem sabe: “Com um bom mapa é sempre possível de alguma forma dificultar as coisas e o traçador de percursos deve também variar a distância das pernadas e possibilitar pelo menos uma pernada longa (600-700 metros) com boas opções. Para tornar as coisas ainda mais difíceis, pode criar-se um ponto de troca de mapas – isto faz com que o atleta não tenha hipóteses de saber como irá ser a parte final do percurso antes da troca de mapas.” E concluem com a ideia de que “não é necessário que isto seja feito no interior da Arena, pode ser feito em qualquer ponto de controlo ao longo do percurso.”

No caso concreto da prova de Sprint do Campeonato Sul-Americano de Orientação 2011, Lena Eliasson e David Andersson sustentam que “a zona escolhida era excelente para este tipo de provas, mas deveria ter-se evitado marcar pontos de controlo nas zonas “verdes” e procurar pontos com mais opções.” Mas acrescentam que “houve muitos pontos de controlo marcados de forma visível, o que foi óptimo. Como foi óptimo que o mapa estivesse à altura e de acordo com as normas.”

Pernadas longas e 'loops' de dispersão

Também as provas de Distância Média deverão ter, igualmente, pelo menos uma pernada mais longa e com várias opções. Para as duas estrelas do Sul-Americano, “é muito bom que a distância das pernadas possa ir variando ao longo de toda a prova, fazendo com que o atleta não consiga adivinhar o que vem a seguir, uma vez que toda a concentração está colocada na própria pernada e apenas numa de cada vez.” Também é importante fazer com que o tempo do vencedor se situe entre os 35 e os 40 minutos graças a um adequado traçado do percurso: “Se a prova for desenhada numa área de progressão lenta, a distância da prova deverá ser menor. Se tivermos em conta a utilização de “loops” ou de mais do que um ponto de controlo em cada percurso, é bom que isso sirva para dispersar os atletas, mas de tal forma que, no final, todos tenham cumprido os mesmos pontos. Se um atleta segue na companhia de outro, devem ter diferentes “loops” numa ordem diferente, de tal forma que ambos tenham de fazer a sua própria prova durante a maior parte do percurso.” Para os dois atletas, “isto é ainda mais importante tratando-se de provas de Distância Longa”.

No que respeita às provas de Estafeta, o casal sueco reafirma a importância de se “considerar a possibilidade dum percurso mais curto para um dos membros da equipa, no pressuposto de que assim será possível haver mais equipas a alinhar na partida.” E acrescentam: “Talvez isto não faça muito sentido nos escalões D21 ou H21, mas é importante ser levado em conta nos escalões mais jovens ou naqueles com atletas mais idosos.”

A importância de saber falar inglês

Quase a concluir o extenso rol de preciosas impressões, Lena Eliasson e David Andersson reafirmam a ideia de que se sentiram imensamente felizes pelo convite que o Elite CO lhes dirigiu e entenderam esta como uma viagem particularmente interessante e produtiva para ambos. “Esperemos que este interesse se possa repetir no futuro e possamos regressar”, acrescentam. Porém, mais do que isso, o casal deseja “que os responsáveis pela Orientação no Brasil sejam capazes de enviar os seus melhores atletas às grandes provas de cariz internacional que têm lugar na Europa.”

A terminar, ainda uma ideia que encerra, em si mesma, uma dica importante: “Como não falamos português, reconhecemos que a questão da língua é da maior importância e, por isso, deixamos o conselho aos orientistas que viajem até à Europa, no sentido de aprenderem inglês. Se conseguirem comunicar em inglês, terão grandes hipóteses de encontrar clubes que os acolham e assim conseguirão mais facilmente desenvolver as suas aptidões.”

Pode ler o documento original (versão inglesa) em http://orientovar.blogspot.com/2012/01/lena-eliasson-and-david-andersson.html.


[Foto extraída da página pessoal de Lena Eliasson e David Andersson, em http://www.andersson-eliasson.com/andersson-eliasson.com/Välkommen.html]